O IPCA-15, que representa a prévia da inflação oficial do Brasil, registrou uma alta de 0,20% em janeiro de 2026. Este resultado mostra uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando a inflação havia avançado 0,25%. O acumulado em 12 meses agora se posiciona em 4,5%, atingindo o limite superior da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
Os dados, publicados pelo IBGE, ficaram abaixo das expectativas do mercado, que projetava uma alta de 0,22% para o mês. Apesar disso, o índice ainda é superior ao registrado em janeiro de 2024, quando o IPCA-15 foi de 0,11%. No contexto atual, a divulgação ocorre simultaneamente à primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que discutirá a taxa Selic, atualmente em 15%.
O aumento do índice foi impulsionado, especialmente, pelo grupo de saúde e cuidados pessoais, que viu elevações nos preços de produtos de higiene. No entanto, o grupo de habitação apresentou uma queda significativa de 0,26%, devido à redução de 2,91% no preço da energia elétrica residencial, resultado da nova bandeira tarifária verde. Esses fatores indicam um cenário econômico complexo, que pode influenciar as decisões futuras do Banco Central.

