Kast provoca reações ao nomear ministros ligados a Pinochet no Chile

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

José Antonio Kast, presidente eleito do Chile, suscitou controvérsias ao anunciar, em 20 de janeiro, a formação de seu gabinete, que inclui dois ex-advogados do ditador Augusto Pinochet e uma ativista antiaborto. Com a posse marcada para 11 de março, a escolha dos ministros, especialmente para as pastas de Defesa e Justiça e Direitos Humanos, foi recebida com forte oposição de defensores dos direitos humanos e de organizações feministas, que veem isso como uma afronta à memória das vítimas da ditadura.

A deputada do Partido Comunista, Carmen Hertz, e a presidente da Agrupação de Familiares de Executados Políticos, Alicia Lira, criticaram abertamente as nomeações, argumentando que são uma tentativa de legitimar o regime de Pinochet e suas atrocidades. Judith Marín, a nova ministra da Mulher, também gerou descontentamento por suas posições conservadoras sobre direitos reprodutivos e por ter questionado a necessidade do próprio ministério, em um contexto de crescente violência contra as mulheres no Chile.

As implicações desse gabinete podem ser profundas, especialmente para os direitos das mulheres e a luta por justiça histórica no Chile. Kast, que se posiciona como um admirador de Pinochet e promete um governo rigoroso contra a criminalidade, poderá implementar políticas que afetem diretamente a população, especialmente grupos marginalizados. A reação da sociedade civil, incluindo movimentos feministas e defensores dos direitos humanos, será crucial para moldar o futuro político e social do país sob sua liderança.

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