Representantes de França, Reino Unido e Ucrânia, incluindo o presidente Emmanuel Macron, o primeiro-ministro Keir Starmer e o presidente Volodimir Zelensky, assinaram uma declaração em Paris no dia 6 de janeiro. O objetivo é mobilizar uma força multinacional que garanta segurança após um cessar-fogo na Ucrânia, uma questão debatida há meses entre os aliados. Macron enfatizou a necessidade de garantias robustas para uma paz duradoura, evitando que acordos futuros se tornem uma ameaça para o país.
Durante a reunião, Macron destacou a “convergência operacional” entre os aliados, que também incluem os Estados Unidos, e que as garantias de segurança são essenciais para a proteção da Ucrânia. O enviado americano, Steve Witkoff, relatou progresso nas negociações, afirmando que um acordo de segurança está próximo de ser finalizado. A criação de centros militares na Ucrânia foi proposta como parte do suporte às necessidades defensivas do país, embora Starmer tenha alertado que a paz depende de concessões por parte da Rússia.
O chefe do governo alemão, Friedrich Merz, sugeriu que as forças da Alemanha poderiam participar do monitoramento do cessar-fogo, mas a instalação seria em um país vizinho. As discussões sobre as opções territoriais permanecem críticas, com a expectativa de que certas concessões sejam necessárias para avançar. Apesar do progresso nas negociações, a falta de disposição do presidente russo, Vladimir Putin, para fazer concessões levanta incertezas sobre a viabilidade de um acordo de paz significativo.

