Liquidação do Will Bank gera incerteza para correntistas e investidores

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

O Will Bank, situado em Pinheiros, São Paulo, começou a ser esvaziado nesta quarta-feira (21) após a liquidação da instituição financeira, determinada pelo Banco Central. A medida foi anunciada em um cenário em que o prédio se junta a outros espaços vazios na região da Faria Lima, evidenciando as consequências das recentes ações do BC sobre instituições financeiras. O banco, que tinha como controlador o Banco Master, oferecia produtos financeiros atraentes, como um CDB a 230% do CDI.

Após o comunicado de liquidação, o Will Bank demitiu seus funcionários e encerrou os contratos com fornecedores, deixando dúvidas sobre o futuro de seus clientes. Os correntistas que têm empréstimos não precisarão efetuar pagamentos até novas instruções do liquidante, enquanto os investidores com valores em CDBs de até R$ 250 mil poderão recorrer ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para reaver seu dinheiro. Contudo, valores acima desse limite não serão reembolsados, o que gera preocupações entre os clientes.

De acordo com especialistas, a liquidação do Will Bank não deverá ser revertida, ao contrário do que ocorreu com o Banco Master. O impacto no FGC, que já enfrenta desafios devido à liquidação anterior, pode ser significativo, estimando-se que o montante total envolvido entre as duas instituições gire em torno de R$ 46 bilhões. Essa situação lança um alerta sobre a segurança dos depósitos e a estabilidade do sistema financeiro, especialmente para as classes C e D, que eram atendidas pela instituição.

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