Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, confirmou que não se candidatará à Câmara dos Deputados nas eleições deste ano. A ambientalista considera apenas a possibilidade de concorrer ao Senado por São Paulo, mas essa decisão está atrelada ao futuro político do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Se Haddad optar por uma candidatura ao Legislativo, a chance de Marina ir às urnas se torna praticamente nula.
A ministra, que foi eleita deputada federal em 2022, mantém uma relação próxima com Haddad, e ambos estão alinhados na defesa de políticas de transição ecológica. A possibilidade de uma candidatura de Marina está condicionada a três fatores: apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma construção coletiva das candidaturas e o fortalecimento de uma frente ampla, especialmente em São Paulo. Aliados apontam que a definição sobre sua candidatura também requer uma redefinição partidária, complicando ainda mais o cenário.
Marina Silva deve deixar o cargo no governo Lula caso decida se candidatar, com o secretário-executivo, João Paulo Capobianco, assumindo sua posição. Embora a ministra tenha sido sondada por partidos como PT e PSB, a tendência é que sua saída do partido atual, a Rede Solidariedade, se torne inevitável. A situação política em São Paulo, marcada por pressões para uma candidatura de Haddad ao governo estadual ou ao Senado, torna o cenário ainda mais incerto para a ministra.

