No dia 5 de janeiro de 2026, o mercado brasileiro de juros futuros manteve-se estável, após a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. A sessão foi marcada pela falta de dados econômicos relevantes, e a tendência observada foi de alívio nas taxas, seguindo a dinâmica global.
A operação militar americana teve impacto no mercado internacional, especialmente nos preços do petróleo, que poderiam aumentar a oferta global e, consequentemente, exercer um efeito desinflacionário. Embora a Petrobras já estivesse praticando preços acima do mercado internacional, os economistas acreditam que a situação possa abrir espaço para um ajuste negativo. A volatilidade foi acentuada pela liquidez reduzida nos negócios, refletindo a cautela dos investidores.
Economistas, como Tiago Hansen e Flávio Serrano, apontam que a intervenção dos EUA não deverá alterar as estratégias do Comitê de Política Monetária do Banco Central. Apesar da tensão na Venezuela, instituições como o UBS avaliam que o impacto sobre os ativos do Brasil será limitado, ressaltando a força da economia brasileira e sua parceria comercial com a China, além da recente melhoria nas relações com os EUA.

