Apesar do pessimismo que permeia o consumo global, o mercado de beleza apresenta um crescimento robusto, alcançando US$ 440 bilhões em 2024. Este aumento é impulsionado por consumidores que priorizam pequenos luxos em tempos de incerteza, refletindo o chamado “efeito batom”. Além disso, a pressão estética amplificada pelas redes sociais tem contribuído para a expansão do público-alvo do setor.
O setor, antes centrado apenas em mulheres adultas, agora atrai também homens e jovens, que buscam desde cosméticos discretos até procedimentos estéticos. O skin care, por sua vez, responde por uma parte significativa dos gastos, com consumidores cada vez mais interessados em ciência e tecnologia aplicada à beleza. Essa mudança no comportamento de consumo indica uma fusão crescente entre beleza e saúde, criando um novo segmento híbrido.
As aquisições no setor de beleza têm se intensificado, com grandes grupos como Estée Lauder e L’Oréal buscando marcas com forte presença digital e conexão com jovens. Essa consolidação permite que essas empresas ganhem escala e poder de barganha, especialmente em um mercado competitivo. Assim, o futuro do setor pode se revelar ainda mais dinâmico, à medida que a linha entre beleza e medicina se torna cada vez mais tênue.

