Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, em 22 de janeiro de 2026, o chanceler federal alemão, Friedrich Merz, expressou sua insatisfação com a decisão do Parlamento Europeu de judicializar o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. Ele descreveu a ação como um obstáculo que pode atrasar a ratificação do tratado, que já levou 26 anos para ser negociado.
Merz enfatizou a necessidade de que o acordo seja implementado provisoriamente, afirmando que ele é justo e essencial para o crescimento da economia europeia. O Parlamento Europeu havia votado anteriormente a favor de revisar o acordo pelo Tribunal de Justiça da União Europeia, o que poderá prolongar o processo de ratificação, considerando que decisões anteriores da corte levaram de 16 a 26 meses para serem decididas.
Além de criticar a judicialização, Merz alertou sobre as mudanças na ordem mundial e a importância de a Alemanha e seus parceiros europeus se adaptarem a essas transformações. Com a expectativa de que o acordo beneficie tanto a Europa quanto os países do Mercosul, a urgência na sua ratificação torna-se cada vez mais evidente para a promoção do comércio entre as regiões.

