O Ministério das Relações Exteriores do México requereu, na quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, esclarecimentos sobre a morte de um de seus cidadãos sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) na Geórgia. O consulado mexicano, localizado em Atlanta, enfatizou a necessidade de uma investigação rigorosa e transparente sobre as circunstâncias que levaram ao falecimento, que ocorreu na quarta-feira anterior. Até o momento, não houve comentários oficiais por parte das autoridades americanas sobre o incidente.
O governo mexicano, embora não tenha divulgado o nome da vítima, confirmou que o consulado estabeleceu contato imediato com a família do falecido. Dados divulgados pelo ICE revelam que a morte se insere em um padrão preocupante, com pelo menos quatro outras fatalidades registradas em centros de detenção de imigrantes em 2026. O ano de 2025, por sua vez, foi descrito como o mais letal para detentos do ICE em duas décadas, com 30 mortes registradas, o maior número desde a criação da agência em 2004.
A situação em torno das operações do ICE tem gerado intensa discussão, especialmente após incidentes como a morte a tiros de uma mulher em Minneapolis em janeiro de 2026. As preocupações sobre a segurança e as condições dos detentos sob custódia do ICE permanecem em evidência, levantando questões sobre a responsabilidade e a necessidade de reformas nas políticas de imigração dos Estados Unidos. A solicitação do México pode ser o início de um escrutínio mais amplo sobre a atuação do ICE e suas implicações para a comunidade imigrante.

