Morte de 4 milhões de salmões na Tasmânia gera pedidos de punição a empresas

Sofia Castro
Tempo: 1 min.

Em 2025, pelo menos 4 milhões de salmões morreram prematuramente em fazendas de peixes na Tasmânia, de acordo com dados da Autoridade de Proteção Ambiental local. O relatório indica que cerca de 500.000 peixes faleceram entre novembro e dezembro, quando as temperaturas do oceano começaram a subir, afetando a saúde dos animais.

Estudos científicos mostram que os salmões do Atlântico enfrentam sérios problemas quando as temperaturas do mar se aproximam de 18°C. Em situações de aquecimento, esses peixes sofrem com a redução de oxigênio na água, danos nos fígados e rins, diminuição do apetite e maior suscetibilidade a doenças, o que tem levantado preocupações sobre a sustentabilidade da indústria pesqueira na região.

Como resultado dessas mortes em massa, surgiram apelos para que as empresas responsáveis sejam multadas sob a legislação de bem-estar animal. A situação não apenas destaca os desafios ambientais enfrentados pela aquicultura, mas também provoca um debate mais amplo sobre as práticas de manejo e as consequências do aquecimento global para a vida marinha.

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