Panamá encerra crise com EUA sobre controle do canal interoceânico

Rodrigo Fonseca
Tempo: 1 min.

O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, declarou nesta sexta-feira (2) que a crise com os Estados Unidos foi superada. Essa situação se intensificou após ameaças de Donald Trump, que sugeriu em 2025 retomar o controle do canal interoceânico, alegando que a China tinha influência sobre a rota marítima. Mulino ressaltou que o canal permanecerá sob controle panamenho, reforçando a importância da soberania nacional.

Desde que Trump assumiu a presidência, sua administração tem pressionado o Panamá devido à presença da empresa Hutchison Holdings, que opera portos estratégicos na região. Os tratados bilaterais que regem o canal estabelecem que todos os navios devem pagar pedágios, independentemente da origem. Em meio a essa crise, o Panamá buscou fortalecer a colaboração com os Estados Unidos, especialmente no combate ao crime internacional.

Mulino também mencionou uma série de acordos de segurança com os EUA que permitem exercícios militares em território panamenho, o que aponta para uma relação mais próxima entre os países. A venda dos terminais portuários pela Hutchison Holdings para um grupo liderado pela BlackRock pode trazer mudanças significativas para a economia local. O presidente concluiu enfatizando que os desafios passados foram superados com diplomacia e trabalho conjunto.

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