Petrobras sofre queda enquanto petróleo Brent registra alta moderada

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, a Petrobras viu suas ações caírem cerca de 1%, mesmo com o petróleo tipo Brent apresentando uma leve alta de 1%. Os desdobramentos na Venezuela, que produz apenas 700 mil barris por dia, cerca de 1% da oferta global, não causaram o impacto esperado no mercado. Esse movimento reflete uma reação contida à situação geopolítica, mas também à expectativa de cortes nos preços da gasolina no Brasil, que podem afetar as receitas da estatal.

Economistas, como André Galhardo, economista-chefe na Análise Econômica, ressaltam que a produção limitada da Venezuela minimiza os efeitos imediatos nos preços do petróleo. Além disso, ele aponta que fatores fiscais e domésticos estão na mira dos investidores, o que contribui para a desconfiança em relação à Petrobras. A análise de Rodrigo Marques, da Nest Asset Management, indica que, embora seja prematuro fazer previsões, a empresa pode se beneficiar de investimentos futuros dos EUA na Venezuela, dada sua expertise em perfuração de poços profundos.

O cenário atual levanta questões sobre o futuro da Petrobras e seu desempenho diante de variáveis externas e internas. As expectativas em relação aos preços da gasolina e a situação econômica do Brasil permanecem como fatores cruciais que podem influenciar a trajetória da estatal. A continuidade do monitoramento do mercado será essencial para avaliar as implicações das ações tomadas internacionalmente e como elas repercutem no setor energético do país.

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