Presidente da Concacaf recebe mais de US$ 3 milhões anuais por cinco horas de trabalho

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

Victor Montagliani, presidente da Concacaf, é remunerado em mais de US$ 3 milhões por ano, com base em apenas cinco horas de trabalho semanal, de acordo com registros fiscais recentes. Documentos acessíveis ao público, divulgados pela ProPublica, revelam que sua compensação total inclui US$ 2,1 milhões em salário base, além de US$ 893.750 em bônus e incentivos, sem especificação detalhada. Também há um pagamento adicional de US$ 15.780 destinado a aposentadoria ou compensação diferida.

A revelação sobre os altos salários de Montagliani suscita debates sobre a transparência e a ética na gestão de organizações esportivas. A compensação considerada exorbitante para um dirigente não vinculado a clubes levanta preocupações sobre a equidade das remunerações no esporte e se reflete adequadamente o valor agregado ao futebol na região. Além disso, a situação pode incitar críticas sobre o uso de recursos financeiros em organizações esportivas, especialmente em tempos de crise econômica.

Esses desdobramentos podem ter repercussões significativas para a Concacaf e sua imagem pública. A entidade pode enfrentar pressão para revisar suas práticas de remuneração e aumentar a transparência em suas operações financeiras. Com a crescente atenção da mídia e do público sobre o tema, a Concacaf poderá ser forçada a justificar essas compensações ou reconsiderar suas políticas salariais no futuro.

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