A Procuradoria-Geral de Justiça do Distrito Federal requisitou ao Tribunal de Contas da União uma decisão cautelar para interromper ações do Banco Central que poderiam impedir a venda do Banco Master ao Banco de Brasília. O pedido foi protocolado em setembro, após o BRB ter manifestado interesse na compra, mas a transação foi rejeitada pela autoridade monetária. A investigação gira em torno de operações que envolvem mais de 12 bilhões de reais em papéis problemáticos do Banco Master, levantando preocupações sobre a integridade das instituições financeiras.
O relator do caso, ministro Jhonatan de Jesus, já havia arquivado um processo anterior que pedia investigação sobre o Banco Central, alegando falta de evidências de negligência. No entanto, com o novo pedido da Procuradoria, a situação se complica, pois o TCU considerou a realização de uma inspeção nas instalações do Banco Central. A pressão sobre o Banco Central aumenta, especialmente após a rejeição da compra do Master pelo BRB, o que poderá afetar a confiança no sistema financeiro.
As implicações dessa situação são significativas, pois uma nova inspeção poderia resultar em uma liminar que suspenda a venda de ativos do Banco Master até que todas as questões sejam esclarecidas. A decisão do vice-presidente do TCU, Jorge Oliveira, sobre manter o processo em aberto ou arquivá-lo será crucial. Este desdobramento pode impactar o futuro do Banco de Brasília e a relação entre as instituições financeiras e regulatórias no Brasil.

