Protestos no Irã diminuem após repressão e ameaças de intervenção dos EUA

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

Os protestos no Irã, que começaram em 28 de dezembro devido ao aumento da inflação, enfrentam uma significativa diminuição após uma repressão mortal. Moradores de Teerã relataram uma calma inexplicável na cidade desde domingo, com a mídia estatal informando sobre novas prisões e a presença militar intensificada. As ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma possível intervenção militar em apoio aos manifestantes, contribuíram para a contenção dos protestos.

A Casa Branca declarou que Trump está atento à situação e advertiu Teerã sobre ‘graves consequências’ se a repressão continuar. O grupo de direitos curdo-iraniano Hengaw também confirmou a ausência de protestos desde o início da semana, destacando um ambiente de segurança altamente restritivo em várias regiões. A pressão dos aliados dos EUA, como Arábia Saudita e Catar, parece ter influenciado a diplomacia em busca de evitar um conflito maior na região.

Apesar da aparente tranquilidade, a situação no Irã continua tensa, com a possibilidade de novas reações da população dependendo do desenrolar da repressão e das decisões da comunidade internacional. A interrupção de execuções programadas e a vigilância militar reforçam o clima de incerteza. A falta de informações devido a um apagão na internet torna difícil avaliar plenamente o impacto da repressão e a disposição da população em retomar os protestos.

Compartilhe esta notícia