Em dezembro de 2025, o varejo de alimentos no Brasil registrou uma queda de 5,5% nas vendas em comparação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da plataforma Scanntech. O cenário é incomum, uma vez que o período costuma ser fortalecido pelas festas de fim de ano e o 13.º salário. Apesar da trégua na inflação, os supermercados enfrentaram um desempenho decepcionante, sendo este o pior mês do ano para o setor.
O economista-chefe da Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC) destaca que o aumento do consumo de serviços tem afetado as vendas de alimentos, com quase metade dos gastos das famílias sendo direcionados a essa categoria. Além disso, fatores como o endividamento crescente e a deterioração da confiança do consumidor contribuíram para a cautela nas compras. As redes de supermercados foram forçadas a criar promoções agressivas para lidar com estoques acumulados em um cenário de vendas fracas.
Diante desse quadro, os consumidores estão ajustando seus hábitos de compra, priorizando itens essenciais e buscando descontos. A pressão sobre o setor supermercadista é intensa, com muitas redes enfrentando dificuldades financeiras para cobrir despesas ordinárias. O futuro das vendas no varejo de alimentos permanece incerto, exigindo estratégias eficazes para reverter a tendência atual.

