Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, convocou os trabalhadores iranianos a iniciarem uma greve geral neste sábado, 10 de janeiro, com o objetivo de enfraquecer os pilares financeiros do regime liderado por Ali Khamenei. A convocação ocorre após 14 dias de intensos protestos em várias cidades do país, que resultaram na morte de ao menos 51 manifestantes, incluindo crianças, e em centenas de feridos. Pahlavi, que reside em exílio nos Estados Unidos, espera que a mobilização popular possa derrubar o aparato repressivo do governo iraniano.
Além de convocar a greve, Pahlavi pediu que os cidadãos saiam às ruas, portando bandeiras e símbolos nacionais, para reivindicar mudanças significativas. Ele enfatizou que o objetivo não é apenas protestar, mas também tomar os centros das cidades e mantê-los sob controle. A situação se agrava com a repressão crescente das forças de segurança, que cortaram o acesso à internet e serviços de telefonia para inibir as mobilizações.
Pahlavi, que foi forçado ao exílio em 1979, manifesta a intenção de retornar ao Irã no momento da vitória de sua revolução. Apesar da falta de uma oposição política unificada no país, muitos manifestantes expressam apoio a ele, uma vez que a insatisfação com o regime atual cresce, motivada pela má gestão e repressão. Com o aumento da violência e do número de mortos, a pressão sobre o governo iraniano se intensifica, sugerindo um possível ponto de inflexão nas mobilizações populares.

