A presidente do México, Claudia Sheinbaum, fez um apelo ao ministro das Relações Exteriores, Juan Ramón de la Fuente, para que intensifique a colaboração com os Estados Unidos. A solicitação foi feita após o presidente americano, Donald Trump, anunciar que pretende iniciar operações militares para atacar cartéis de drogas em solo mexicano. Essa declaração representa uma escalada significativa nas tensões entre as duas nações, especialmente em um momento em que o México já enfrenta desafios internos relacionados à segurança e ao tráfico de drogas.
Sheinbaum, durante uma coletiva de imprensa, enfatizou a importância do diálogo direto com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e, se necessário, com Trump. A presidente rejeita qualquer forma de intervenção militar estrangeira, reiterando que o México já colabora na luta contra o tráfico de drogas, especialmente no combate ao fentanil, uma substância que tem causado um aumento alarmante nas overdoses nos Estados Unidos. A presença militar americana no México, sem consentimento, seria uma violação do direito internacional e uma grave afronta à soberania mexicana.
As declarações de Trump e a resposta de Sheinbaum refletem um clima de incerteza nas relações diplomáticas entre os dois países. O México, que já se encontra no centro da crise de opioides nos EUA, pode ver suas políticas de segurança e soberania desafiadas por ameaças externas. O futuro da coordenação entre os países dependerá da capacidade de ambos os lados de dialogar e encontrar soluções conjuntas sem comprometer a autonomia do México frente a intervenções militares.

