O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que não reverterá sua proposta de eliminar alguns julgamentos com júri, considerando essa mudança essencial para garantir justiça às vítimas de violência misógina. Durante uma visita à China, ele comentou sobre o impacto negativo do acúmulo de casos judiciais, que tem afastado vítimas do sistema de justiça. Starmer enfatizou que essa situação representa um argumento de princípio que não pode ser ignorado, mesmo diante da pressão de especialistas jurídicos e de alguns membros de seu próprio partido.
O primeiro-ministro argumentou que a proposta é uma resposta à crescente insatisfação e desconfiança das vítimas em relação à justiça, especialmente em casos de violência contra mulheres e meninas. Ele reconheceu a necessidade de reformas, destacando os desafios enfrentados pelo sistema judiciário, que atualmente lida com um volume excessivo de casos. A intenção de Starmer é modernizar a abordagem do sistema, mesmo que isso signifique limitar os julgamentos com júri em certas circunstâncias.
As implicações dessa decisão podem ser significativas, tanto para o sistema judiciário quanto para as vítimas de crimes. Embora a medida busque acelerar o processo judicial, críticos alertam que a redução de julgamentos com júri pode comprometer os direitos dos réus e a confiança pública no sistema. O primeiro-ministro, no entanto, se mantém firme em sua posição, ao que tudo indica, preparando-se para enfrentar os desafios políticos que sua proposta pode gerar.

