A Suíça anunciou um luto oficial de cinco dias em todo o país após a tragédia em Crans-Montana, onde um incêndio em um bar durante a celebração do Ano Novo matou cerca de 40 pessoas e feriu mais de 100. O presidente suíço, Guy Parmelin, chamou o incidente de drama de proporções desconhecidas, destacando a perda de vidas jovens e inocentes. O incêndio, que ocorreu por volta de 1h30, é tratado como um acidente pela polícia local, que já iniciou uma investigação sobre suas causas.
As primeiras apurações indicam que o fogo pode ter sido provocado por velas de faísca, que estavam sobre garrafas de champagne e se aproximaram do teto, causando um flashover. Este fenômeno ocorre quando as superfícies de um ambiente atingem simultaneamente a temperatura de ignição, resultando em uma propagação rápida do fogo. O bar Le Constellation, onde o incêndio começou, tinha capacidade para 300 pessoas, mas o número exato de frequentadores no momento do incidente ainda é incerto.
As consequências do incêndio foram devastadoras, com equipes de resgate mobilizadas de várias regiões para atender os feridos. O hospital regional atingiu sua capacidade máxima, obrigando a transferência de vítimas para outras instituições na Suíça e até na Alemanha. O processo de identificação das vítimas pode levar dias ou semanas, gerando angústia entre familiares e amigos, enquanto o mundo observa com pesar a tragédia que abalou a pacata cidade de Crans-Montana.

