O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos apresentou ao Congresso seu relatório semestral sobre as políticas cambiais de seus parceiros comerciais, enfatizando a situação da China. Embora não tenha classificado Pequim como manipuladora de câmbio, o relatório destaca a “falta de transparência” nas políticas cambiais chinesas, mantendo o país sob escrutínio. Além disso, menciona a preocupação com os “superávits externos muito elevados” e a “subvalorização substancial” do yuan.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, reafirmou o compromisso da administração em reduzir déficits externos e coibir práticas desleais. Ele afirmou que o Tesouro está intensificando a análise das políticas cambiais para verificar se os governos estão utilizando intervenções ou subsídios para obter vantagens competitivas. O documento também menciona acordos firmados em 2025 com várias economias para garantir a não manipulação do câmbio e aumentar a transparência.
Apesar das preocupações levantadas, o relatório indica que nenhum parceiro comercial atendeu aos critérios para uma investigação aprofundada, resultando na inclusão de dez economias na “Lista de monitoramento”, incluindo a China, Japão, Coreia e outras. Essa lista reflete a continuidade do zelo do Tesouro em garantir práticas cambiais justas, assim como a necessidade de monitorar as ações de países que possam distorcer o mercado cambial global.

