O ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF) mantém a relatoria do caso Master, enfrentando uma intensa pressão interna e críticas sobre sua gestão do inquérito. Embora parte dos ministros defenda a devolução do caso à primeira instância para mitigar a crise institucional, Toffoli argumenta que não existem fundamentos legais que justifiquem essa medida, insistindo na continuidade da investigação sob sua supervisão.
O caso Master, que envolve suspeitas de fraudes em um fundo associado ao Banco Master, trouxe à tona descontentamentos dentro da Corte. A proposta de retornar o processo à primeira instância é vista como uma saída que poderia reduzir o desgaste institucional e afastar alegações de suspeição contra Toffoli. No entanto, o ministro reafirma sua imparcialidade e nega qualquer impedimento legal, mesmo diante das críticas sobre o sigilo do inquérito e seus laços com envolvidos na investigação.
Com a divisão acentuada entre os ministros do STF, a situação do caso Master pode ter desdobramentos significativos para a credibilidade da Justiça no Brasil. Toffoli, que também intensificou a velocidade das etapas da investigação, terá de considerar novos avanços antes de decidir sobre a permanência do caso no STF ou seu eventual desmembramento. Essa dinâmica revela não apenas as tensões internas do Supremo, mas também a complexidade das investigações que envolvem figuras políticas com foro privilegiado.

