O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o governo americano assumirá temporariamente o controle da Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro em um ataque militar no sábado (3). Durante uma coletiva de imprensa, Trump destacou que a transferência de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, para Nova York está em andamento e ambos responderão a acusações de narcotráfico e terrorismo. Ele garantiu que os ataques aéreos foram necessários para facilitar essa mudança de governo, que ele descreveu como um passo rumo a uma ‘transição pacífica’.
Os ataques aéreos, que ocorreram em Caracas e em outras localidades, duraram mais de uma hora e foram seguidos pela publicação de uma foto de Maduro algemado. Trump indicou que a operação foi planejada por meses e contou com a participação de aproximadamente 150 aeronaves. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, criticou a ação, defendendo que o governo está preparado para resistir e assegurou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país, exigindo sua libertação imediata.
As repercussões dos ataques militares são amplas, com condenações internacionais de países aliados da Venezuela, como Rússia e China, que consideraram as ações americanas uma violação do direito internacional. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também expressou preocupação com os precedentes que essa intervenção militar pode estabelecer. Enquanto isso, o clima de tensão persiste em Caracas, onde os cidadãos reagem de maneiras diversas à nova realidade política imposta pelos EUA.

