O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou de suas ameaças ao Irã, após ser aconselhado por aliados árabes na região. Inicialmente, Trump prometeu apoio aos iranianos que protestam contra o regime dos aiatolás, mas alterou sua posição ao ser informado sobre a suposta diminuição da violência. Essa mudança ocorre em um contexto de tensões crescentes entre o Irã e os Estados Unidos.
Diversos países do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita e Catar, expressaram preocupação com um possível ataque americano, temendo que a violência se espalhasse e os tornasse alvos de represálias. A cientista política Pauline Raabe destaca que, embora esses países queiram que o Irã permaneça fraco, também temem as consequências de um conflito, como um fluxo de refugiados e ataques diretos. A situação é ainda mais delicada, considerando as bases militares americanas na região.
As repercussões de um confronto no Golfo poderiam ser devastadoras, não apenas para os países árabes, mas para a economia global, caso rotas comerciais fossem bloqueadas. Os governos do Golfo, que já buscam se adaptar a uma economia menos dependente de combustíveis fósseis, enfrentam um dilema, pois a instabilidade pode prejudicar seus esforços de transformação. Assim, a busca por uma estabilidade regional, mesmo que sustentada por regimes autoritários, continua sendo uma prioridade para essas nações.

