Trump renova ameaças à Europa após acordo sobre a Groenlândia

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar a Europa em 22 de janeiro, um dia após um acordo sobre a Groenlândia que parecia ter amenizado a crise transatlântica. Em uma entrevista à Fox Business, ele afirmou que imporia “grandes represálias” se os países europeus começassem a vender títulos do Tesouro americano, o que poderia impactar negativamente a economia dos EUA.

Trump fez essas declarações em um momento em que as tensões comerciais estavam em alta devido a tarifas propostas contra países europeus. O magnata também havia cancelado tarifas de 10% que seriam aplicadas a oito nações europeias, uma medida que parecia sinalizar um esforço para aliviar as relações. Contudo, a possibilidade de represálias permanece como um elemento de pressão nas negociações em andamento sobre a Groenlândia, território que pertence à Dinamarca, mas que Trump demonstrou interesse em adquirir.

A situação é complexa, pois os países europeus da Otan detêm mais de US$ 2 trilhões em títulos do Tesouro dos EUA, um montante que poderia aumentar com a inclusão do Canadá. O acordo recente sobre segurança no Ártico entre Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, não abordou a soberania da Groenlândia, mas Trump insinuou que os EUA poderiam estabelecer bases militares no território. Essa mistura de interesses econômicos e estratégicos sugere um futuro incerto nas relações entre os EUA e a Europa.

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