Nesta sexta-feira (30), o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, se reuniu com seu homólogo turco, Hakan Fidan, em Istambul, com o objetivo de evitar um ataque dos Estados Unidos contra o Irã. Essa visita é particularmente significativa, pois é a primeira de Araghchi ao exterior desde os protestos que abalaram seu país, os quais resultaram em uma repressão violenta e milhares de mortes.
O encontro ocorre em um contexto de alta tensão, exacerbado pela presença de navios de guerra dos EUA no Oriente Médio e a inclusão da Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas pela União Europeia. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, expressou a intenção de atuar como mediador entre Irã e EUA, enfatizando que a diplomacia depende da disposição de Washington em cessar ameaças ao Irã.
As implicações dessa reunião são profundas, considerando o impacto que um conflito poderia ter na região e a possibilidade de um novo fluxo migratório para a Turquia. A relação entre os dois países é complexa, e a busca por um diálogo pacífico pode ser um passo crucial para evitar uma escalada militar que desestabilizaria ainda mais o Oriente Médio.

