Os países da União Europeia devem aprovar nesta sexta-feira a assinatura do maior acordo de livre comércio da história do bloco com o Mercosul, após mais de 25 anos de negociações. A Comissão Europeia, junto com Estados-membros como Alemanha e Espanha, defende que este acordo é essencial para abrir novos mercados e compensar as perdas comerciais devido às tarifas impostas pelos EUA.
No entanto, a oposição liderada pela França destaca preocupações sobre o impacto nas importações de produtos agrícolas, como carne e açúcar, que poderiam prejudicar os agricultores locais. Protestos já foram registrados em diversas cidades da UE, refletindo a tensão em torno da aprovação do acordo, que necessita do apoio de pelo menos 15 dos 27 países membros para ser ratificado.
Se aprovado, o acordo permitirá que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assine oficialmente com os países do Mercosul, incluindo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Com a expectativa de expandir o comércio bilateral significativo, o desdobramento desse acordo ainda depende da validação pelo Parlamento Europeu, o que pode levar a um intenso debate sobre suas implicações econômicas e sociais.

