O controlador do Banco Master, Vorcaro, informou à Polícia Federal que a instituição estava enfrentando sérias dificuldades de liquidez e que sua operação se baseava fortemente no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Segundo ele, essa situação se agravou após alertas do Banco Central do Brasil sobre a necessidade de mudanças regulatórias, que geraram reações no mercado financeiro. Vorcaro destacou que o modelo de negócios se tornou insustentável, especialmente após a possibilidade de venda do banco ao BRB, que levou à interrupção das captações de recursos.
No depoimento, Vorcaro mencionou que a captação de ativos do Banco Master atingiu entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões mensais, mas precisou ser drasticamente reduzida para preservar a liquidez diante do cenário econômico adverso. Ele também detalhou que, após comunicações do Banco Central em 2024, o banco precisou elaborar um plano de ação para enfrentar a deterioração financeira. O controlador afirmou ainda ter investido quase R$ 6 bilhões de recursos pessoais para manter as operações da instituição durante a crise.
Além disso, desde o dia 19 de janeiro, o FGC começou a ressarcir os correntistas e investidores do Banco Master, limitando os valores a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Cerca de 600 mil credores já solicitaram o ressarcimento. A situação do Banco Master levanta preocupações sobre a estabilidade do sistema financeiro e a eficácia da regulação bancária no Brasil, o que pode ter desdobramentos significativos para a confiança dos investidores e a saúde do setor.

