O banqueiro Daniel Vorcaro se dirigiu ao Tribunal de Falências do Sul da Flórida com um pedido para que seja negado o reconhecimento da liquidação do Banco Master, que foi decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. A solicitação ocorre em um contexto tenso, onde Vorcaro cita a contestação do Tribunal de Contas da União (TCU) como base para argumentar que a liquidação pode ser revertida. O juiz responsável pelo caso, Scott M. Grossman, ouviu as partes em audiência no início de janeiro.
Vorcaro argumenta que a liquidação do banco não é uma questão clara e que existem estratégias inovadoras que permitiram atrair uma significativa quantia de investidores no Brasil. Ele solicita que a Justiça dos EUA impeça o uso de ativos do banco para pagar credores, alegando que o reconhecimento do processo violaria políticas públicas fundamentais nos Estados Unidos. O Tribunal deve considerar a exceção prevista na Seção 1506, que permite a contestação de processos estrangeiros quando há dúvidas sobre a justiça processual.
Enquanto isso, o TCU está sob pressão para definir sua posição sobre o caso, após o ministro relator Jhonatan de Jesus ter solicitado uma análise do plenário sobre a inspeção dos documentos relacionados à liquidação. Especialistas questionam o papel do tribunal na liquidação imposta pelo Banco Central, levantando preocupações sobre os limites de sua atuação. O desdobramento dessa situação pode impactar não apenas o futuro do Banco Master, mas também a confiança no sistema bancário brasileiro.

