O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou a prisão da advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, após denúncias de injúria racial em um bar em Ipanema, Zona Sul da cidade. O episódio, que ocorreu em 14 de janeiro, envolveu ofensas racistas dirigidas a funcionários do estabelecimento, incluindo o uso de termos pejorativos e gestos ofensivos. Um vídeo do incidente, que circula nas redes sociais, mostra Páez imitando um macaco enquanto era retirada do local por uma amiga.
Segundo informações preliminares, a discussão que levou às ofensas foi motivada por um suposto erro no pagamento da conta. Após o gerente do bar solicitar que Páez aguardasse até que a situação fosse esclarecida, a advogada começou a proferir insultos racistas, que foram gravados por um dos funcionários. A promotoria argumenta que a gravidade das ofensas e a possibilidade de fuga da acusada justificam o pedido de prisão, uma vez que ela ainda se encontra no Brasil.
O crime de injúria racial pode resultar em pena de prisão de 2 a 5 anos e multa. Além disso, uma amiga de Páez foi indiciada por falso testemunho durante as investigações. Apesar de negar as acusações, a advogada está sob monitoramento eletrônico e teve seu passaporte apreendido pelas autoridades, enquanto o caso continua a repercutir nas mídias sociais e levanta questões sobre racismo e justiça no país.

