B3 prevê aumento de IPOs em 2026, mas alerta sobre incertezas

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

Gilson Finkelsztain, presidente da B3, manifestou otimismo sobre a reabertura do mercado de IPOs no Brasil em 2026, após um longo hiato de ofertas. Em uma conversa com jornalistas no dia 5 de fevereiro de 2026, ele destacou que as primeiras empresas a abrir capital devem ser do setor de infraestrutura, como saneamento e logística, áreas que podem atrair investimentos significativos.

O executivo enfatizou que, apesar de mais de 50 empresas estarem prontas para se registrar na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a demanda do investidor local e as incertezas fiscais e eleitorais ainda representam desafios. A alta da Selic, que passou de 2% para 15% ao ano, também contribuiu para a escassez de IPOs, com o último ocorrido em setembro de 2021. Finkelsztain acredita que a recuperação do mercado dependerá de um fluxo de capitais estrangeiros e de um cenário de juros mais baixos.

Finkelsztain também observou que a ausência do investidor brasileiro no mercado de ações é preocupante, com a participação reduzida de 15% para apenas 5% a 6%. Ele espera que, caso as taxas de juros diminuam, o interesse dos investidores locais aumente, impulsionando novas listagens. O presidente da B3 é otimista de que a maioria das futuras aberturas de capital ocorrerá no Brasil, apesar de algumas empresas terem buscado listagens no exterior recentemente.

Compartilhe esta notícia