Deivis Marcon Antunes, ex-diretor-presidente do Rioprevidência, foi preso em Itatiaia, Rio de Janeiro, nesta terça-feira (03/02), ao retornar dos Estados Unidos. A detenção foi realizada pela Polícia Federal e pela Polícia Rodoviária Federal durante a segunda fase da Operação Barco de Papel, que investiga indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas ligadas ao escândalo do Banco Master.
Antunes havia deixado o cargo no Rioprevidência em janeiro de 2026, após ser alvo de investigações relacionadas a movimentações suspeitas de recursos. Durante sua gestão, o fundo de pensões investiu cerca de R$ 1 bilhão no Banco Master, o que levanta preocupações sobre a segurança financeira das aposentadorias de 235 mil servidores públicos do estado. Policiais federais cumpriram mandados de prisão e busca em endereços associados a Antunes e outros possíveis envolvidos.
O escândalo do Banco Master, que se intensificou com a tentativa de compra pelo Banco Regional de Brasília, expôs a fragilidade e os riscos associados a uma série de investimentos de alto risco. A operação da PF não apenas destaca a responsabilidade de Antunes, mas também levanta questões sobre a supervisão e a regulamentação do setor bancário no Brasil, especialmente em relação à proteção dos investimentos de fundos de pensões.

