Fictor pede recuperação judicial após retirada massiva de clientes

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

O Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial no dia 1º de fevereiro, após enfrentar uma severa crise de liquidez vinculada à tentativa de aquisição do Banco Master. A situação se agravou quando, no dia 18 de novembro, o Banco Central decretou a liquidação do Master, levando os clientes da Fictor a retirarem 70% de seus investimentos, que somam quase R$ 2 bilhões.

O advogado da Fictor, Carlos Deneszczuk, esclareceu que a empresa possui uma dívida total superior a R$ 4 bilhões e está comprometida em quitar os débitos sem descontos. O plano de recuperação inclui um prazo de até cinco anos para reembolsos e foi motivado, em parte, por um investidor internacional que também estava envolvido na proposta de compra do Banco Master. A expectativa é que o Tribunal de Justiça de São Paulo avalie o pedido em uma semana.

Além disso, uma decisão recente da desembargadora Maria Lúcia Pizzotti determinou o bloqueio de R$ 150 milhões da Fictor, como garantia de um contrato de operação de cartões de crédito. A empresa, que também atua na área de pagamentos através da Fictor Pay, movimentou R$ 2,2 bilhões em seus terminais e busca reestruturar suas operações para evitar prejuízos adicionais aos credores.

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