O regime que isentava o Imposto de Importação para kits de veículos elétricos e híbridos no Brasil expirou em 31 de janeiro, após seis meses em vigor. A partir de 1º de fevereiro, as tarifas voltaram a ser aplicadas, com alíquotas de até 18%, aumentando a pressão sobre o setor automobilístico. Essa mudança levanta questionamentos sobre a competitividade e os custos para os consumidores no mercado nacional.
A isenção, que permitia a entrada de até US$ 463 milhões em produtos sem tarifas, foi proposta em resposta a um pedido da BYD e visava estimular a eletrificação da frota. No entanto, a Anfavea, que representa montadoras no Brasil, expressou preocupações sobre a possibilidade de um estímulo excessivo à importação em detrimento da produção local. Com o retorno das tarifas, a expectativa é que os preços para os consumidores aumentem, caso os fabricantes não consigam absorver os custos adicionais.
Essa situação ilustra a dificuldade do governo brasileiro em equilibrar a promoção da eletrificação e a exigência de mais conteúdo local nas produções. A pressão sobre as montadoras que utilizam kits desmontados (CKD e SKD) pode forçar repasses de custos ao consumidor, a menos que uma competição robusta mantenha os preços sob controle. Assim, o cenário se torna um complexo xadrez regulatório, onde a previsibilidade tributária é crucial para o futuro das operações industriais no Brasil.

