Jordânia descarta uso de seu território para ataques contra o Irã

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

Nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, o principal diplomata da Jordânia, Ayman Safadi, reafirmou ao ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que o reino não permitirá que seu território ou espaço aéreo sejam utilizados para lançamentos de ataques contra a República Islâmica. Safadi enfatizou que a Jordânia não se tornará um campo de batalha em conflitos regionais, ressaltando a determinação do país em proteger sua segurança e a de seus cidadãos.

A declaração de Safadi reflete uma postura cautelosa em meio a um cenário de crescente tensão no Oriente Médio, principalmente com ameaças de ações militares contra o Irã por parte dos Estados Unidos. Recentemente, o príncipe herdeiro saudita também expressou a intenção de não permitir ataques contra o Irã a partir de seu território, reforçando um posicionamento de respeito à soberania iraniana. Tais declarações indicam um esforço conjunto entre nações da região para evitar um agravamento do conflito.

O apelo do presidente iraniano por negociações com os Estados Unidos sobre seu programa nuclear, em meio a um clima de otimismo quanto à possibilidade de um acordo, sugere que a diplomacia pode ser uma opção viável para mitigar tensões. As declarações da Jordânia e da Arábia Saudita, portanto, podem sinalizar uma tentativa de estabilidade na região, onde a segurança e a soberania são questões centrais em meio a ameaças externas.

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