O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou denúncia, nesta quarta-feira (4), contra Sidney Oliveira, dono da rede Ultrafarma, e outros seis envolvidos em um esquema de corrupção que teria causado um prejuízo de R$ 327 milhões aos cofres públicos. Esta acusação resulta da Operação Ícaro, deflagrada em agosto de 2025, que investiga o pagamento de vantagens indevidas a ex-auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado durante o período de 2021 a 2025.
Os promotores alegam que a empresa se beneficiou de ressarcimentos indevidos de ICMS-ST, utilizando manipulação técnica de pedidos administrativos para acelerar a liberação dos créditos. Provas coletadas pelos investigadores, como mensagens de texto, revelam que a propina era paga em dinheiro vivo, com valores que chegavam a R$ 250 mil, intermediados por uma funcionária de confiança de Oliveira, que tinha conhecimento das práticas ilícitas.
Os acusados respondem pelos crimes de corrupção ativa e passiva, com a denúncia ressaltando que os créditos aprovados de forma irregular eram vendidos a terceiros, transformando fraudes em ativos financeiros. O empresário Sidney Oliveira não foi localizado para comentar as acusações, mas o espaço permanece aberto para sua manifestação.

