O Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou suas atividades esta semana envolto em um escândalo de assédio sexual. O caso, que chegou ao conhecimento do presidente da Corte, ministro Herman Benjamin, e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), envolve acusações contra um ministro da Corte por assédio a uma jovem de 19 anos em sua casa de praia. A situação está gerando mobilização entre os magistrados em busca de providências.
De acordo com relatos de três ministros, o incidente ocorreu durante uma recepção de amigos no final do ano, onde o ministro, sob um ambiente de confiança, teria atacado a filha do casal. Após a denúncia, um boletim de ocorrência foi registrado, e a advogada, mãe da vítima, se deslocou a Brasília para apresentar o caso aos membros do STJ. Essa mobilização resultou em um apelo formal de ministras ao presidente da Corte para que ações sejam tomadas imediatamente.
As implicações desse escândalo são significativas, com integrantes do tribunal clamando pelo afastamento do acusado, ressaltando que a Corte não pode tolerar esse tipo de situação. A pressão por uma resposta rápida pode afetar a reputação do STJ e suas operações internas. O desfecho deste caso, que está sendo acompanhado de perto, poderá influenciar a confiança do público na integridade do sistema judiciário.

