As Olimpíadas de Milão-Cortina d’Ampezzo, marcadas para 2026, têm como meta distribuir 116 medalhas de ouro e, simultaneamente, estabelecer um legado de sustentabilidade. Os organizadores afirmam que esses serão os ‘primeiros Jogos com impacto zero’, embora haja um ceticismo crescente entre ambientalistas, que já comentam sobre a possibilidade de ‘Olimpíadas insustentáveis’.
O projeto de candidatura enfatizou a sustentabilidade econômica, social e ambiental como um eixo central, prometendo um legado positivo para futuras gerações. Para isso, diversos projetos de compensação estão sendo implementados, buscando utilizar infraestruturas existentes e adotar uma estratégia de ‘zero resíduos’. Contudo, alguns locais, como Cortina d’Ampezzo, enfrentam críticas devido a impactos ambientais significativos, como a derrubada de árvores centenárias.
A implementação de um modelo de economia circular também está em pauta, com medidas para reduzir, reutilizar e reciclar resíduos durante o evento. O uso de materiais biodegradáveis e dispensadores recarregáveis foi anunciado, mas o verdadeiro impacto ambiental das Olimpíadas só poderá ser avaliado ao longo dos anos. Assim, a promessa de um legado verde levanta expectativas e incertezas sobre o futuro das Olimpíadas de Milão-Cortina.

