A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) repudiou as ameaças e ataques virtuais contra jornalistas que cobriam a internação hospitalar do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, nesta sexta-feira (13).
Os jornalistas foram hostilizados na portaria do hospital e passaram a ser alvos de ameaças nas redes sociais. A Abert afirmou que “nada justifica tamanha violência” e pediu que as autoridades locais apurem o caso e punam os responsáveis.
As ofensas se intensificaram após o deputado Mario Frias (PL-SP) publicar um vídeo expondo os profissionais, alegando que eles estariam “desejando a morte” do ex-presidente. No entanto, não há declarações de jornalistas nas imagens que sustentem essa afirmação.
Os profissionais tiveram suas informações pessoais expostas e receberam mensagens ofensivas. Repórteres de diferentes empresas receberam centenas de ameaças nas redes sociais. O caso foi registrado na Polícia Civil do Distrito Federal, com prints dos comentários anexados em pelo menos um boletim de ocorrência.
“A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) repudia, com veemência, as ameaças e ataques virtuais dirigidos aos jornalistas que cobriam a internação hospitalar do ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (13), em Brasília. Nada justifica tamanha violência contra profissionais da imprensa em pleno exercício da atividade jornalística. A ABERT reafirma a defesa intransigente da liberdade de expressão e do direito do brasileiro à livre informação e pede às autoridades locais uma rigorosa apuração do caso e punição dos agressores.”
A ABERT, fundada em 1962, representa 3,2 mil emissoras privadas de rádio e televisão no país e tem como missão a defesa da liberdade de expressão em todas as suas formas.


