O advogado Guilherme Suguimori, que representa Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, afirmou nesta segunda-feira (16) que seu cliente nunca recebeu qualquer pagamento em dinheiro do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS’.
Em entrevista, Suguimori disse que qualquer suspeita de pagamentos mensais deve ser esclarecida com Edson Claro, que depôs à Polícia Federal contra Lulinha. ‘Ele [Edson Claro] não falou “eu vi, tem mesmo uma mesada”. Ele falou: “eu já ouvi o Antônio falar que seria um futuro sócio de uma empresa e eu fiz um adiantamento de valores”,’ explicou Suguimori.
Edson Claro, ex-funcionário do Careca do INSS, teria declarado à PF que Lulinha recebia uma ‘mesada’ de R$ 300 mil do empresário, que é apontado pela PF como o articulador de um esquema. A informação foi inicialmente revelada pelo portal Poder360 e confirmada por outras fontes.
Suguimori reforçou que, quando surgem suspeitas desse tipo, ocorre a quebra conjunta de sigilos bancários. ‘Os relatórios da PF mostram que não há nenhum indício que mostra qualquer pagamento. Para saber sobre isso, deve-se perguntar ao Edson Claro’, completou.
A quebra de sigilo bancário de Lulinha gerou debate na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS devido ao método de votação adotado pelo presidente do colegiado, Carlos Viana. Dias depois, o ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu a votação e anulou a decisão da CPMI. A questão será levada ao plenário presencial da Corte por pedido do ministro Gilmar Mendes.


