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Alckmin diz que é ‘difícil’ controlar preço de combustíveis no Brasil

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que é ‘difícil’ segurar o preço dos combustíveis para o consumo interno em meio a tensões geopolíticas. A declaração foi feita durante uma entrevista à TV Brasil.

Alckmin argumentou que ‘são preços estabelecidos em geopolítica’. Ele destacou que, apesar do Brasil ser exportador de petróleo bruto, o país ainda importa derivados de petróleo.

A fala de Alckmin ocorre em um contexto de alta do petróleo no mercado internacional, que tem enfrentado forte volatilidade devido à guerra. Na segunda-feira (9), o preço do barril ultrapassou US$ 110, mas recuou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar a possibilidade de um fim rápido do conflito e a abertura de sanções sobre o petróleo.

Na terça-feira (10), o preço do petróleo voltou a ser negociado próximo dos US$ 90. Alckmin ressaltou que ‘é claro que [o cenário] afeta gasolina e diesel’.

Em meio a essa situação, a Petrobras tem reforçado sua política de preços, visando evitar o repasse das volatilidades externas ao consumidor brasileiro. Em nota divulgada na segunda-feira, a estatal afirmou que ‘em um cenário em que guerras e tensões geopolíticas ampliam a volatilidade do mercado internacional de energia, a Petrobras reafirma seu compromisso com a mitigação desses efeitos sobre o Brasil’.

A nota também destacou que a empresa considera suas melhores condições de refino e logística, permitindo promover períodos de estabilidade nos preços enquanto resguarda sua rentabilidade de maneira sustentável. ‘Essa abordagem reduz a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro, garantindo maior previsibilidade e segurança, protegendo nossos clientes de oscilações abruptas que se originam fora do país’, conclui a Petrobras.

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