Araraquara é premiada por projeto de inclusão produtiva e segurança alimentar

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A cidade de Araraquara foi premiada com o Prêmio Brasil Sem Fome, do Governo Federal, pelo projeto Ações que Alimentam e Libertam, desenvolvido em parceria com a Penitenciária Dr. Sebastião Martins Silveira. A premiação ocorreu em dezembro e reconheceu a cidade na categoria Boas Práticas de Combate à Fome e Promoção da Segurança Alimentar e Nutricional.

O prêmio destaca experiências e políticas públicas que se sobressaem no enfrentamento da fome e na garantia do direito à alimentação adequada. Além de Araraquara, outros 18 municípios e o Distrito Federal também foram premiados.

Os municípios premiados incluem Nova Russas (CE), Careiro (AM), Itanhaém (SP), Divinópolis (MG), Eldorado dos Carajás (PA), Maracanaú (CE), Contagem (MG), Piatã (BA), São Leopoldo (RS), Curitiba (PR), São João Del Rei (MG), Bragança (PA), São Cristóvão (SE), Barcarena (PA), Recife (PE), Vera Cruz (RS), Santana do Paraíso (MG) e Caruaru (PE).

O Prêmio Brasil Sem Fome, em sua primeira edição, foi organizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, através da Secretaria Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, no exercício da presidência da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan).

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A horta do projeto Ações que Alimentam e Libertam, instalada em uma área de 3.600 m² dentro da Penitenciária de Araraquara, produziu mais de 18 toneladas de hortaliças no ano passado, 14 toneladas a mais em comparação com o ano anterior. Os vegetais são cultivados pelos reeducandos, sem o uso de agrotóxicos, e destinados a 42 entidades socioassistenciais, beneficiando mais de 4.500 pessoas em situação de vulnerabilidade.

A iniciativa não apenas garante o fornecimento de produtos frescos para a população, mas também promove a ressocialização dos internos, que recebem capacitação técnica, remissão de pena e a possibilidade de reinserção social e econômica após o cumprimento da condenação.

O projeto já havia sido reconhecido em outubro, quando conquistou o 2º lugar no Prêmio Josué de Castro, concedido pelo Governo do Estado de São Paulo, na categoria Programas ou Projetos de Políticas Públicas, por seu impacto na inclusão produtiva, no combate à fome e na promoção da segurança alimentar e nutricional.

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