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Atendimentos por fibromialgia aumentam 33,5% na região de Campinas

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Os atendimentos por fibromialgia na região de Campinas cresceram 33,5% em 2025, totalizando 2.379 procedimentos, em comparação a 1.782 atendimentos em 2024.

Esse aumento acompanha a média do estado de São Paulo, que registrou mais de 38 mil procedimentos relacionados à doença no Sistema Único de Saúde (SUS). O crescimento em relação a 2024 também superou 30%.

A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) explica que a fibromialgia é uma condição que causa dor em todo o corpo, afetando principalmente músculos e tendões. Além da dor, a síndrome provoca fadiga, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de memória e de atenção, cansaço excessivo e depressão.

““A fibromialgia, a dor, ela não fica só no braço. Ela anda pelo corpo, é uma dor muito tensa. Essa noite eu não dormi. Nem com o efeito dos remédios não fizeram, não dormi. Devido à dor, tive que ir um postinho. Tomei até a injeção hoje”, disse Luciana de Oliveira, que convive com a fibromialgia há 15 anos.”

Segundo a SBR, cerca de 3% da população brasileira é afetada pela fibromialgia. Desde janeiro de 2026, a legislação passou a reconhecer a fibromialgia como deficiência, o que pode ter contribuído para o aumento na procura por atestados e relatórios médicos.

O médico especialista em tratamento da dor, Fabrício Assis, observou que muitos pacientes chegam com diagnósticos equivocados. “Muitos pacientes chegam aqui às vezes com diagnóstico porque não foram investigados de uma maneira correta e quando a gente faz uma investigação mais profunda a gente acaba descobrindo principalmente doenças reumatológicas”, afirmou.

Com a sanção da Lei 15.176/2025, pacientes como Vanessa Marquiori podem acessar políticas públicas destinadas a pessoas com deficiência, incluindo cotas em concursos e benefícios previdenciários. Vanessa relatou que seu incômodo começou com dor no braço, acreditando que era devido ao trabalho. “Hoje eu tomo três medicações, mas mesmo assim a dor é constante”, explicou.

““Tem dias bons, tem dias ruins, tem dias mais ruins ainda, mas a gente aprende a conviver”, completou Vanessa.”

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