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Economia

BNDES afirma que recuperação extrajudicial da Raízen não o afetará

Amanda Rocha
Última atualização: 12 de março de 2026 11:25
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
BNDES afirma que recuperação extrajudicial da Raízen não o afetará
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou na manhã desta quinta-feira (12) que não será afetado diretamente pelo pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, uma das maiores empresas do agronegócio brasileiro.

Em 2025, o BNDES aprovou um financiamento de R$ 1 bilhão para a Raízen, destinado à produção de etanol de segunda geração, um combustível mais sustentável. Na quarta-feira (11), a Raízen informou que chegou a um acordo para renegociar R$ 65,1 bilhões em dívidas com seus principais credores.

O BNDES esclareceu que os financiamentos concedidos à Raízen possuem garantia real, que são as usinas da empresa.

““Portanto, conforme informou a própria empresa, continuarão a ser pagos normalmente”,”

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afirmou a instituição.

““O BNDES está empenhado e comprometido em encontrar a melhor solução para a crise financeira da empresa”,”

completou.

O banco destacou ainda que possui um “sólido sistema de governança”, que resulta em uma das menores taxas de inadimplência do sistema financeiro, de 0,008%, conforme o último balanço divulgado.

A recuperação extrajudicial é um mecanismo que permite que empresas em dificuldades financeiras negociem suas dívidas diretamente com credores, evitando a falência. Para que o acordo tenha validade, é necessária a homologação judicial. O pedido da Raízen foi apresentado à Comarca da Capital de São Paulo.

A companhia ressaltou que a iniciativa de saneamento financeiro tem alcance limitado e não inclui dívidas com clientes, fornecedores e outros parceiros de negócios, que continuam a ser cumpridas normalmente, de acordo com os contratos vigentes.

A Raízen foi criada em 2011, resultado de uma joint venture entre as empresas Cosan e Shell. A empresa atua em diversas atividades, incluindo cultivo de cana-de-açúcar, produção de açúcar e etanol, cogeração de energia, logística, transporte e distribuição de combustíveis. Atualmente, conta com 45 mil funcionários e controla 35 usinas de produção de açúcar, etanol e bioenergia.

O etanol de segunda geração, financiado pelo BNDES, é um biocombustível sustentável, produzido a partir de resíduos vegetais, como bagaço e palha da cana-de-açúcar, ao contrário do etanol comum, que utiliza o caldo da cana.

TAGGED:BNDESCosanEconomiaRaízenRecuperação ExtrajudicialSão Paulosetor agroenergéticoShell
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