Israel bombardeou nesta quarta-feira (18) o maior campo de produção de gás natural do mundo, localizado no Golfo Pérsico. O ataque gerou uma resposta do governo do Irã, que ameaçou atacar alvos da indústria de petróleo nos países vizinhos.
A intensidade dos ataques israelenses aumentou, atingindo mais alvos, incluindo o complexo de South Pars, que é compartilhado entre Irã e Catar. Um porta-voz do governo iraniano alertou sobre possíveis represálias nos países do Golfo.
Fontes diplomáticas indicam que o ataque israelense foi decidido em conjunto com a Casa Branca, com o objetivo de pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz. O comando militar americano informou que foram utilizadas munições pesadas, de penetração subterrânea, para atingir bases iranianas no estreito, onde estavam mísseis antinavio que ameaçavam embarcações na região.
O maior porta-aviões do mundo, o Gerald Ford, deixará a área dos combates e seguirá para uma base americana na ilha grega de Creta para reparos, após um incêndio acidental a bordo.
No Líbano, Israel realizou explosões simultâneas nos subúrbios de Beirute, afirmando ter atingido alvos do Hezbollah. A ofensiva também alcançou o centro da capital libanesa, perto de bairros comerciais e da sede do governo. Um prédio de dez andares no bairro de Bachoura ruiu após o ataque, resultando em uma grande nuvem de fumaça e pelo menos doze mortes.
O Exército israelense havia emitido um comunicado recomendando a evacuação do prédio minutos antes do ataque. Enquanto isso, o Irã lançou novos ataques contra Israel, causando danos em várias áreas, incluindo Ramat Gan, onde duas pessoas morreram devido a estilhaços.
Sirenes de alerta foram ouvidas em Tel Aviv e Jerusalém, enquanto a escalada do conflito se expandia para outros países. No Iraque, explosões foram registradas perto da embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, e vários países do Golfo interceptaram mísseis e drones que partiram do Irã.
No Vaticano, o secretário de Estado Pietro Parolin expressou preocupação com a segurança no Líbano e pediu ao presidente Trump e a Israel que busquem resolver a crise por meio da diplomacia.


