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Leitura: Bombeiro questiona circunstâncias da morte de PM em São Paulo
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Segurança

Bombeiro questiona circunstâncias da morte de PM em São Paulo

Amanda Rocha
Última atualização: 9 de março de 2026 12:08
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro, em seu apartamento no Brás, Centro de São Paulo. O caso ganhou novas suspeitas após o depoimento de um bombeiro que compareceu ao local do crime.

O bombeiro relatou à Polícia Civil que estranhou a forma como Gisele estava caída entre o sofá e a estante da sala, com muito sangue na cabeça, incluindo sangue coagulado. Ele observou que a policial não apresentava rigidez cadavérica e que seria fácil retirar a arma que ela segurava na mão direita, com o dedo fora do gatilho. O bombeiro decidiu tirar uma foto do local por achar a cena estranha, visando preservar a cena dos fatos antes de prestar socorro.

Durante a busca pelo cartucho da arma, o bombeiro constatou que não havia vestígios do objeto no local. Ele também expressou desconfiança em relação à conduta do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido de Gisele, que não parecia desesperado com a situação. O bombeiro afirmou que, com base em sua experiência, a cena não apresentava características típicas de um suicídio, que geralmente ocorre em locais fechados e afastados da circulação de pessoas.

O inquérito policial revelou que o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo, esteve no apartamento a pedido do tenente-coronel Neto. Após encontrar Gisele caída no chão, Neto acionou o resgate e a Polícia Militar, além de ligar para o magistrado, que é amigo pessoal dele.

Após o resgate, o tenente-coronel foi encaminhado ao Hospital das Clínicas para atendimento psicológico, mas retornou ao apartamento para tomar banho, mesmo após ser orientado a não fazê-lo. Ele alegou que sabia que ficaria longe por um longo período e, por isso, decidiu se trocar.

O inquérito também apontou que o tenente-coronel ignorou a orientação dos policiais para não entrar no imóvel, retornando ao apartamento acompanhado do desembargador. Testemunhas relataram que Neto estava seco e que não havia toalhas no local, contradizendo sua versão inicial.

A exumação do corpo de Gisele foi realizada em 6 de março para novas perícias. A defesa do tenente-coronel afirmou que ele não é investigado e que tem colaborado com as autoridades. A Polícia Civil registrou inicialmente a ocorrência como suicídio, mas alterou para morte suspeita para permitir uma apuração mais detalhada.

““Eventuais esclarecimentos, se necessários, serão dados à Polícia Judiciária”, declarou o desembargador Cogan.”

TAGGED:BrásComando de Policiamento de ÁreaGeraldo Leite Rosa NetoGisele Alves SantanaMarco Antônio Pinheiro Machado CoganPMPolícia Civilpolicial militarSão PauloTribunal de Justiça de São Paulo
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