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Segurança

Caiado defende combate rigoroso ao crime e critica facções em Goiás

Amanda Rocha
Última atualização: 16 de março de 2026 08:03
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que não é possível falar em democracia ou governabilidade enquanto facções criminosas controlarem territórios no país. A declaração foi feita durante um debate sobre segurança pública e combate ao crime organizado.

Segundo Caiado, a presença de organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) em diferentes regiões demonstra a fragilidade do Estado. Ele declarou:

““Você não tem governabilidade sem segurança pública. Não existe governabilidade, existe falsa governabilidade. Não é um país democrático quando você diz que determinado território pertence ao Comando Vermelho ou ao PCC. Qual país democrático aceita isso? Não existe. Só o Brasil.””

O governador destacou a experiência de Goiás no combate ao crime organizado, mencionando a atuação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), instalada dentro da superintendência da Polícia Federal no estado. Ele afirmou que a integração entre diferentes forças de segurança tem sido fundamental para reduzir crimes violentos:

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““A sede da FICCO está em Goiás, dentro da superintendência da Polícia Federal. Ali trabalham juntos inteligência da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal. É um ambiente de convergência de informações.””

Caiado também mencionou que ampliou significativamente o setor de inteligência da segurança pública estadual. Ele disse:

““Quando assumi o governo, formamos mil homens na inteligência. A partir disso, Goiás deixou de registrar crimes como novo cangaço, ataques a carros-fortes, sequestros e invasões de terra. O crime recua quando sabe que existe estrutura para enfrentá-lo.””

O governador criticou a falta de firmeza de autoridades federais no combate às facções criminosas, afirmando:

““Existe uma sensação de que governantes são transitórios e muitos têm receio de enfrentar as facções. Vejo o governo federal sendo complacente e conivente com esses grupos. Se o presidente não tem exemplo e autoridade moral, como vai combater o crime?””

Caiado defendeu também maior cooperação internacional para enfrentar o narcotráfico e o crime organizado nas fronteiras brasileiras. Ele sugeriu que tecnologias como satélites, drones de longa distância e sensores térmicos poderiam ajudar no monitoramento da Amazônia e de outras regiões estratégicas:

““Mais de 230 municípios da Amazônia já estariam sob influência dessas organizações. Precisamos de tecnologia, cooperação internacional e integração entre estados e países vizinhos para enfrentar esse inimigo que é de toda a sociedade.””

O governador ainda abordou a questão da maioridade penal, defendendo mudanças na legislação para endurecer a responsabilização de adolescentes envolvidos em crimes. Ele afirmou que a adoção de medidas mais rigorosas em Goiás contribuiu para a redução do número de jovens no sistema socioeducativo:

““Quando cheguei ao governo, havia 1.073 jovens no sistema socioeducativo. Hoje são 198. Quando existe punição e consequência, a criminalidade recua.””

Para Caiado, adolescentes a partir de 16 anos devem responder criminalmente por crimes graves:

““Essa faixa etária tem que começar a responder, sim, pelos crimes praticados. Quando o Estado demonstra que existe consequência, a criminalidade diminui.””

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