Campanha “Feminicídio Nunca Mais” é lançada no Brasil com iluminação do Cristo Redentor

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

O Cristo Redentor foi iluminado na noite de terça-feira (3) com projeções de frases de combate à violência contra as mulheres durante o lançamento da campanha “Feminicídio Nunca Mais”. A iniciativa utiliza o futebol como plataforma de mobilização social rumo à Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027, que será realizada no Brasil.

O evento reuniu a primeira-dama Janja Lula da Silva, a ministra Anielle Franco, da Igualdade Racial, dirigentes da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e da Petrobras. A campanha, liderada pela NO MORE Week, mobilização internacional dedicada à conscientização sobre o impacto da violência doméstica e sexual, busca ampliar a conscientização pública e promover mudanças culturais para prevenir a violência.

A primeira-dama Janja Lula da Silva destacou o potencial do futebol para ampliar o debate sobre a violência contra as mulheres. “Todo mundo diz que o futebol é a paixão nacional. Mas o futebol feminino trazer essa pauta é ainda mais importante. As atletas vão ser protagonistas de uma Copa do Mundo aqui no Brasil e podem falar sobre esse tema com muita potência”, afirmou.

Durante a cerimônia, o monumento foi iluminado na cor teal (verde-azulado) — símbolo global de solidariedade às sobreviventes de violência — e recebeu projeções com mensagens de enfrentamento ao feminicídio. O reitor do Santuário do Cristo Redentor, Padre Omar Raposo, destacou o simbolismo histórico do monumento e sua relação com o protagonismo feminino, mencionando a inspiração nas mãos de uma artista de Santa Teresa na escultura.

Foi lançado o Prêmio TV Brasil Petrobras para Elas, primeira premiação nacional dedicada exclusivamente ao futebol feminino. A diretora de Programação e Conteúdo da EBC, Antônia Pellegrino, ressaltou que a campanha reforça o papel da comunicação pública na ampliação da visibilidade do esporte feminino, sendo a TV Brasil a maior detentora de direitos de transmissão da modalidade na TV aberta.

Veteranas do futebol feminino, como Rosilane Camargo Mota (Fanta 21), que enfrentaram a proibição do esporte no país, participaram do vídeo institucional da campanha e expressaram a esperança de que a Copa do Mundo Feminina no Brasil contribua para o reconhecimento das atletas. Fanta também destacou a importância de associar o esporte ao combate à violência contra as mulheres.

A diretora executiva da No More Foundation no Brasil, Daniela Grelin, destacou o objetivo de ampliar a articulação internacional para enfrentar a violência de gênero, reforçando que a violência afeta famílias, escolas e comunidades. Segundo ela, a campanha aposta no poder transformador do esporte e na geração de novas narrativas.

O presidente da EBC, André Basbaum, afirmou que a mobilização busca provocar uma reação da sociedade diante dos altos índices de violência no país. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, destacou o papel do esporte como ferramenta de transformação social.

““A importância desse evento é chamar a atenção para a luta contra o feminicídio. Essa precisa ser uma luta de todos: homens, mulheres, esporte, arte e cultura”, afirmou a professora e ativista Dilceia Quintela.”

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