Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
  • Cotidiano
  • Política
  • Economia
  • Mundo
  • Esporte
  • Cultura
  • Opinião
Procurar
  • Anuncie
  • Expediente
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Canais misóginos no YouTube Brasil acumulam 23 milhões de inscritos
Compartilhar
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
  • Política
  • Cotidiano
  • Economia
  • Mundo
  • Esporte
  • Cultura
  • Opinião
Procurar
  • Home
    • Política
    • Cotidiano
    • Economia
    • Mundo
    • Esporte
    • Cultura
    • Opinião
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Expediente
Have an existing account? Sign In
Follow US
  • Anuncie
  • Expediente
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Comportamento

Canais misóginos no YouTube Brasil acumulam 23 milhões de inscritos

Amanda Rocha
Última atualização: 11 de março de 2026 06:23
Amanda Rocha
Compartilhar
Tempo: 3 min.
Compartilhar

Um levantamento do NetLab (Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais) da UFRJ revelou que pelo menos 123 canais brasileiros que disseminam conteúdo misógino estão ativos no YouTube. Esses canais somam mais de 23 milhões de inscritos e têm cerca de 130 mil vídeos publicados.

Os dados foram divulgados na segunda-feira, 9 de março de 2026, logo após o Dia Internacional da Mulher. O estudo atualiza um levantamento feito em 2024, que mapeou 137 canais. Desde então, apenas 14 canais foram removidos, seja por iniciativa dos donos ou da plataforma. Além disso, 20 canais mudaram de nome, mas continuam a produzir conteúdo misógino sob novas denominações.

O NetLab destacou que, apesar das remoções, os canais restantes ganharam novos seguidores. A quantidade de inscritos aumentou 18,5% desde abril de 2024, com mais de 3,6 milhões de novas assinaturas. Os vídeos desses canais também geram receita para seus criadores, com cerca de 80% utilizando alguma estratégia de monetização, como anúncios e programas de membros.

““Não é só a opinião deles, mas também é uma oportunidade de ganhar dinheiro, pautada na humilhação, inferiorização, na subjugação de mulheres,””

afirmou Luciane Belín, pesquisadora do NetLab. Ela explicou que o grupo desenvolveu um protocolo para identificar diferentes tipos de discurso misógino, abrangendo não apenas o ódio e a violência direta, mas também sentimentos de desprezo e a ideologia que subestima as mulheres.

O relatório indicou que a popularização desses vídeos é um fenômeno recente. Embora o vídeo mais antigo tenha sido postado em 2021, 88% dos conteúdos foram publicados a partir desse ano, e mais da metade (52%) entre janeiro de 2023 e abril de 2024. Desde então, cerca de 25 mil novos vídeos foram postados.

Para classificar os canais como misóginos, o estudo considerou aqueles que continham pelo menos três vídeos com manifestações de ódio às mulheres. O tema mais recorrente, que abrange 42% dos vídeos, foi “Desprezo às mulheres e estímulo à insurgência masculina.” Nessa categoria, foram incluídos vídeos que conclamam os homens a não se deixarem dominar pelas mulheres.

Luciane também observou que alguns influenciadores utilizam estratégias para disfarçar seu conteúdo, como substituições de palavras. Por exemplo, “mulher” é frequentemente trocada por “colher”, e mães solo são referidas como “msol”. Ela ressaltou a necessidade de mais responsabilização das plataformas, afirmando que a criminalização da misoginia poderia ajudar a minimizar esses discursos.

““Se é crime fora da internet, precisa ser crime dentro da internet,””

completou Luciane. A Google, responsável pelo YouTube, foi contatada, mas ainda não respondeu.

TAGGED:ComportamentoLuciane BelínmisoginiaNetLabRio de JaneiroRJUFRJYouTube
Compartilhe esta notícia
Facebook Whatsapp Whatsapp Telegram Copiar Link Print
Notícia Anterior Operação investiga desvio de R$ 900 milhões da herança da Unip
Próximo notícia sitemap.xml
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta

Username or Email Address
Password

Lost your password?