O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a Meta preserve os dados cadastrais e registros de perfis investigados por impulsionarem conteúdos contra o senador Flávio Bolsonaro. A medida, sigilosa, ocorre após a campanha do pré-candidato solicitar a identificação dos responsáveis pela estrutura de ataques digitais.
A determinação visa impedir que as informações sejam apagadas antes da conclusão das apurações, conforme a representação apresentada pela campanha. A ação foi tomada poucos dias após a equipe de Flávio acionar o TSE para investigar uma rede de perfis falsos que impulsionavam propaganda negativa contra o senador e outros políticos de direita.
Relatos apontaram que sete páginas no Facebook e no Instagram, sem identificação clara dos responsáveis, injetaram mais de R$ 1,1 milhão em dois meses. Essas contas, com menos de 400 seguidores cada, promoveram publicações contra Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Integrantes da campanha de Flávio se reuniram com Nunes Marques, afirmando ter identificado indícios de uma estrutura maior. Segundo eles, a rede poderia envolver cerca de 20 mil perfis com características semelhantes, que utilizariam dados falsos para contratar publicidade e depois seriam apagados.

